Testemunha relata sexo com Flordelis em ‘ritual de purificação’, diz jornal

Pessoas que moravam na casa da deputada federal Flordelis (PSD-RJ) e do seu marido, o pastor Anderson do Carmo, assassinado em junho de 2019, tinham que passar por um “ritual de purificação” quando chegavam à residência do casal. Uma testemunha da investigação sobre o assassinato de Anderson contou que inclusive teve relações sexuais com Flordelis durante o período.

Em depoimento dado à Polícia Civil e obtido pelo jornal Extra, o homem relatou que morou com o casal durante cinco anos no final da década de 1990. Ao chegar na casa de Flordelis e Anderson, foi obrigado a ficar em isolamento num quarto por uma semana. No período, foi alimentado apenas com arroz e legumes e tinha uma bíblia para passar boa parte do tempo rezando.

Foi nessa primeira semana que ele teve relações sexuais com a deputada, quando ela foi sozinha até o seu quarto. A testemunha ainda relata que eles fizeram sexo por outras vezes depois. “O declarante se recorda que aquilo lhe causou um efeito como se fosse mágico, pois considerava que havia tido relações praticamente com um ser divino, pois era assim que Flordelis se apresentava”, diz um trecho do depoimento.

O homem contextualizou que o encontro com Flordelis fez parte de uma série de visitas de pessoas consideradas por ele como um grupo mais seleto da casa, que participaria de rituais secretos. Durante o período em que morou com o casal e seus filhos, a testemunha disse ter a impressão de que participava de uma seita.

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